Disciplina, limites, relacionamentos, são assuntos de natureza tanto bíblica quanto educacional. E por que não falar em educação cristã? A Bíblia exalta a sabedoria e com ela a boa educação. Os primeiros capítulos de provérbios tratam da excelência da sabedoria. Faz um convite a boa conduta, a integridade, ao diálogo e a boa disciplina.
Educar no sentido bíblico é ensinar os bons costumes, os bons valores e uma conduta altamente respeitosa para com o próximo. Quem conhece a Bíblia sabe perfeitamente da variedade de conselhos e orientações destinadas aos membros de uma comunidade familiar.
Um dos temas educativos encontrados na Palavra de Deus é estabelecer limites para os filhos. Existem muitos manuais destinados aos pais de orientação aos filhos. A bíblia é um desses manuais. Podemos exemplificar, citando Provérbios 1.8: “Ouça meu filho, a instrução de seu pai e não despreze o ensino de sua mãe”. Instrução e ensino são ingredientes úteis e necessários a uma boa educação. Está contido na instrução e no ensino a demarcação de espaços, de áreas que podem servir de parâmetros para os filhos. Qualquer família sadia, ajustada, equilibrada, inteligente, estabelece uma área de convivência pacifica que tende a possibilitar o progresso e o desenvolvimento dos integrantes familiares. Limites servem tanto para os pais quanto para os filhos, servem na verdade pra todos, e os que assim procedem estão plantando a paz, a concórdia e as sementes que florescerão fortes e viçosas no coração dos envolvidos na relação familiar.
Para que servem os limites? Podemos elencar alguns pontos que podem nos ajudar a compreender a importância de se estabelecer limites.
1) Os limites nos ajudam a compreender que o mundo existe para o outro também. O outro está presente no mundo e convive conosco. O “outro” precisa ser respeitado.
2) Os limites criam em nós a sensação de segurança. Eu não posso invadir o espaço do outro. Problemas podem surgir ao sair dos limites traçados. Guerras, conflitos diplomáticos, acontecem em virtude de invasões de limites que extrapolam os estabelecidos. Na família a mesma coisa pode acontecer. Não criar limites provocará uma invasão no território do outro deflagrando um conflito entre os seus membros.
3) Limites ajudam na compreensão de que algumas necessidades são reais, mas que não poderão ser satisfeitas em virtude de situação econômica, religiosa, axiológica, ética e moral. É preciso entender que nem todos os “desejos” são saudáveis. Imagine se todos os desejos fossem satisfeitos.
4) Os limites ajudam a lidar com a contrariedade. Como destaca Tania Zagury em seu livro “Limites sem traumas” (Record, 2002), evita que o filho cresça frustrado, amargo ou desequilibrado emocionalmente. É importante aprender a conviver com os “não”. Sempre que puder diga “sim” e sempre que necessário diga “não”. É preciso equilibrar a balança educativa. Flexibilidade faz bem, como também, não ceder se faz necessário em alguns casos.
5) Concluindo, estabelecer limites, ajudam na socialização da criança na vida
Não se intimide. Busque pautar seus limites e orientações na Palavra de Deus. Ela está cheia de bons e maus exemplos. Com certeza ela poderá nos ajudar a criar um ambiente alegre, seguro, confiante e pacífico.
Não tenha medo. Converse, eduque, fale, estabeleça os limites, pois eles poderão livrar de muitos males futuros e é nosso desejo evitá-los.
Pr. David Pereira
Pastor do Propósito de comunhão na PIBJF