Vale ressaltar que todo tipo de sacrifício deve ser precedido de oração, caso contrário, torna-se apenas um sacrifício humano. Jesus, diante dos discípulos, quando estes não conseguiram expulsar um demônio, lhes disse “esta casta não se expele senão por meio de oração e jejum” (Mt 17.21). Jesus afirma, “oração e jejum”, e não o contrário. O jejum é coadjuvante de uma vida de oração.
Mas aquele povo de Israel fazia tudo isso e, ainda assim, possuíam um sentimento de vazio em suas vidas (Is 58.3). Talvez você já tenha dito a mesma coisa ao Senhor: “Eu tenho me sacrificado, e o Senhor não tem ouvido!”
O jejum é uma atitude de fé. E, quando você entra em algum, está entrando em uma batalha, não podemos entrar sem firmeza. É exatamente nesta hora que o inimigo irá se manifestar de forma mais dura ainda contra as nossas vidas, sempre com o objetivo de nos fazer desistir. Foi assim com Jesus quando Ele estava a 40 dias no deserto.
Também devemos estar prontos para ouvir a resposta de Deus, seja ela qual for. Foi assim com Davi. Ele possuía um filho muito doente, e manteve-se em jejum por muitos dias, até que o Senhor lhe respondesse. E, ao final daqueles dias, o seu filho morreu. Ao contrário da atitude de muitos hoje, Davi não se revoltou contra Deus. A resposta para ele foi dura, mas ele aceitou a vontade do Senhor (2Sm 12.20).
Gostaria ainda de destacar a segunda parte do v.3, quando o Senhor respondeu ao povo que Ele não os ouvia porque jejuavam tão somente para os seus propósitos pessoais, brigando e cobrando uns dos outros (v.4). O que o Senhor fala conosco hoje é, o que adianta ir para os montes e passar noites em oração, se o seu dedo está apontado para o seu irmão? Deus espera de nós atitude, e não palavras.
Quando falamos em jejum lembramos apenas de abstinência de coisas quem entram, mas eu quero lhe desafiar a um jejum diferente. De não só deixar de fazer algo, mas fazer o que é certo! A sua atitude revela o que está dentro de você e aquilo que realmente somos (Mt 15.11).
Existem muitos dentro das igrejas oprimindo os da própria casa. Crentes egoístas e com uma índole má, que não perdem a oportunidade de pisar
Cristianismo é mudança de mente (Rm 12.2). Como seguidores de Jesus, precisamos imitar os seus exemplos. Somos parecidos com Ele quando nos amamos, perdoamos e temos profundo interesse por aquele que não conhece ao Senhor.
Não deixe apenas de fazer algo, mas faça aquilo que Jesus espera de nós. Isso faz parte de uma verdadeira e genuína conversão. Ele deseja nos abençoar, mas espera uma atitude semelhante a Jesus. Este é o jejum que agrada ao Senhor!