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Palavra do Pastor


Trajetória de sucesso

Sou o segundo filho de uma família de cinco irmãos e uma única irmã, que tinha pouquíssimas chances de sair da miséria em que se encontrava para uma vida melhor. Minha infância na cidade de Paracambi, RJ, foi de extrema pobreza. Muitas vezes meus pais deixaram de comer para que os filhos pudessem se alimentar pelo menos com um pouco de feijão, arroz, farinha e um pedacinho de carne que era deixado para ser comido com as últimas garfadas. Naquele tempo de dificuldades costumávamos colocar uma banana no pão ou um pastel para tomar com café no lanche da noite como uma alimentação reforçada. As roupas e os calçados que usávamos, geralmente eram ganhos e muitas vezes precisavam ser cerzidas e consertadas para que os ras­gos não aparecessem. Para ajudar no apertadíssimo orçamento, minha mãe lavava e passava roupas para fora e também fazia gostosos doces de leite para os filhos venderem na Vila onde morava e pelas ruas da cidade. Muitas vezes, devido à fome, eu comia os doces e chegava em casa sem qualquer dinheiro.”.

Infelizmente, meu pai que era Maestro da Banda de Mú­sica da cidade e extraordinário pintor e artista plástico faleceu muito cedo, com apenas 42 anos de idade, vítima do cigarro e do alcoolismo, quando eu tinha apenas treze anos e o irmão mais novo Roberto havia acabado de completar um ano. Recordo mi­nha mãe desesperada mostrando os envelopes de pagamento vazios que meu pai trazia do trabalho nos finais de semana com letras vermelhas dando o saldo do quanto devia ser recebido: zeros, zero, zero. Após o falecimento do meu pai, os filhos tive­ram que seguir rumo na vida em busca de algo melhor. Eu, que já havia trabalhado entregando roupas lavadas por minha mãe nas casas dos clientes; atuado no ramo de padaria fazendo e entregando pães de casa em casa e feito alguns bicos em bares e farmácias da cidade, comecei minha carreira profissional com a carteira assinada pela primeira vez aos quatorze anos de idade pela Empresa Siderúrgica Lanari, S.A. de Paracambi.

Quando completei 22 anos, fui convidado pelo Professor Armindo de Oliveira e Silva, Diretor Geral do Sistema Batista de Ensino em Belo Horizonte, para trabalhar na secretaria do Colégio Batista Mineiro e pelo Pastor Francisco Mancebo Reis, Diretor do Seminário Teológico Batista Mineiro para atuar como maestro do Coro, organista e zelador da Igreja Batista no Bairro Aarão Reis, recebendo como salário um barracão muito simples para morar com água de poço tirada com uma caçamba puxada por cordas e banheiros pelo lado de fora que também serviam aos que participavam dos cultos da Igreja. Para ir trabalhar no Colégio que ficava há 12 km de minha moradia, comprei uma bicicleta para não gastar dinheiro com o transporte de ônibus. Pouco tempo depois, mesmo ganhando o equivalente a dois sa­lários mínimos por mês, comprei o meu primeiro carro. Trabalhei arduamente como zelador da igreja e secretário no Colégio para conseguir levar o sustento para dentro de casa.

Quando concluí o curso de Teologia no Seminário Teológico Batista Mineiro em Belo Horizonte, aos 26 anos de idade, fui tra­balhar na cidade de Varginha, Sul de Minas Gerais, como Pastor da Primeira Igreja Batista que contava com apenas 43 integran­tes e atuar como Professor de História e Estudos de Problemas Brasileiros no Colégio Batista de Varginha a convite do Diretor Emiliano de Souza. Naquele tempo, aproveitei as oportunidades que a cidade oferecia na área educacional para aperfeiçoar os estudos cursando Letras e Pedagogia na Faculdade de Ciências e Letras. Algum tempo depois me transferi para a cidade de Coronel Fabriciano, no Vale do Aço. Após ter iniciado o Campus Avançado do Seminário Teológico Batista Mineiro em Coronel Fabriciano e permanecido como Diretor e Professor por três anos, acumulando a função de pastor da Primeira Igreja Batista da cidade, fui convi­dado a me transferir para Belo Horizonte para assumir a Direção Geral da Convenção Batista Mineira, tendo ficado naquela função por mais de 15 anos e obtido enorme sucesso na reforma e am­pliação da sede, do acampamento, construção de um apartamento para o Diretor e construído 112 templos para pequenas igrejas no Estado em convênio com igrejas americanas.

Após este período de muitas conquistas e vitórias Deus me encaminhou para a cida­de de Juiz de Fora para pastorear a Primei­ra Igreja Batista da cidade que enfrentava problemas bem complicados. Comecei a trabalhar com todo afinco e Deus nos deu a benção de saltar de 300 para 2.226 membros num período de 10 anos. Agora em nossa nova sede inaugurada em março com capa­cidade para 3.000 pessoas, entre as principais avenidas da cidade, Rio Branco e Brasil. Estamos felizes e radiantes na expectativa do que Deus ainda tem à nossa frente para ser conquistado.

 

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